segunda-feira, 1 de outubro de 2012
O Adeus
Todas as minhas ideias estão confusas. Minha cabeça está cheia e meus sentimentos então, estão um caos.
Tudo martela aqui dentro, provocando uma dor de cabeça horrível. Resultado de quase oito meses martelando. Mas acontece que eu não sou nenhuma tábua pra ser martelada, muito menos alguém que mereça tal desconforto.
Amo escrever e sei que sou muito melhor escrevendo do que falando, pois aqui eu posso pensar, repensar, e por fim, finalizar meus textos da melhor maneira que eu encontrar.
Mas, dessa vez, não sei o que escrever. Juro, eu realmente não sei o que colocar aqui.
Sei que não preciso necessariamente ficar postando sempre, mas eu tenho vontade de escrever e até sei sobre o que escrever, mas acontece que eu sinto que já não tenho motivos pra isso.
Minhas ideias, meus planos, de um tempo pra cá sempre foram voltados para nós. Tudo o que eu sempre quis foi que você por descuido ou um pouco de saudade, quisesse voltar pra mim, que fosse sim o ''último romance'', mas você foi firme nas palavras quando disse-me adeus. Acreditei ser passageiro, uma brincadeira, tipo daquelas que você faz pra medir a importância que o outro dá pra você, sabe? Mas você falava sério..
Definitivamente eu não sei o que escrever. Só estou mais uma vez desabafando numa página qualquer e que você nem liga.
Está por aí, com seu novo affair, deixando a mostra apenas o que você quer, passeando pelas ruas e sendo a mesma tora intransformável que um dia citei aqui.
Olha, eu me cansei de escrever sobre você. Eu cansei de dedicar todo o meu tempo, o que tenho e o que não tenho, escrevendo coisas sobre nós em vão.
As pessoas tem a terrível mania de me contar seus passos, suas idas e vindas, e de uma certa forma eu ''gosto'' de saber, mas no final quem acaba e se acaba com tudo isso, sou eu.
De uma vez por todas, chega de me assombrar com contos fantasmagóricos do passado.
Decidi que o que um dia eu senti e quis pra nós, termina hoje, termina agora e termina aqui.
O tempo já passou e continuará passando, graças a Deus, e tudo o que um dia foi dito e feito, sendo honesta, se desfez.
O desgosto e o cansaço é tanto que mal posso digitar e concluir ideias.
Nojo, decepção e arrependimento são características que resumem bem o que restou de você comigo.
Sendo assim, finalizo dizendo-lhe adeus com a certeza de que não volto mais.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Manual do Jogo
Você procurava e eu me escondia. Era assim que funcionava, e eu sempre encontrei os melhores esconderijos, e você perguntava:''-Mas aonde é que você se meteu o dia todo? Te liguei e não me atendeu..''
Mas um bom jogador nunca conta seus segredos de vitória, pois se contar, todos perceberão como funciona e saberão assim, sempre te achar. Você me propunha para mudarmos de brincadeira, como uma amarelinha na sorveteria, ou uma guerra de travesseiros, mas eu sempre insistia para que jogasse comigo da minha brincadeira favorita, a que eu mais gostava de brincar com você, o tal ''esconde-esconde''.
Até que então num dia quente, cansado de sempre só procurar, disse que não queria mais brincar dessa brincadeira estúpida, mas eu insisti, e você como sempre aceitou, e quando se deu conta, estava lá mais uma vez. Passou um tempo e percebi que a sua demora a me achar estava me deixando entediada, então decidi sair do esconderijo e ir atrás de você. Dessa vez, quem tinha encontrado um esconderijo era você. Te procurei em bares, ruas, nos jornais.. Juro que até no pote de açúcar te procurei, e nada! Até que por coincidência, virando uma esquininha, te achei! Quis correr pros seus braços e perguntar o porque de ter demorado tanto. ''-Você não gosta mais de mim?'', ''-Eu cansei dos seus esconderijos!''. Insisti dizendo que o nosso jogo é tão legal, tão gostoso de jogar, mas você disse que você já era bem grandinho pra brincar desse tipo de coisa e que preferia outros tipos de jogos. Pedi então para que me ensinasse, mas você continuou a dizer que as regras para participar eram severas demais para mim, e eu, sendo só uma garotinha, não ia me adaptar ao modo em que a brincadeira fosse acontecendo.
''-Tudo bem, eu posso brincar sozinha!". Esperei três dias, uma semana, um mês, e nunca mais a brincadeira foi a mesma. Foi ficando chato me manter escondida, e percebi também que os esconderijos iam ficando cada vez mais pequenos para mim, pois eu ia crescendo. Alguns meses já, e eu não caibo mais. Não tenho nenhum lugar para me refugiar das dores do mundo e nem para me esconder, na esperança de alguém vir me procurar. Saiba que nunca ninguém veio, mas se viesse, eu estaria esperando somente e ansiosamente por você. Cheguei a te ligar, mas acho que cortou o barbante do nosso telefone de lata. Te mandei um recado, mas parece que o mesmo virou um aviãozinho de papel, e saiu voando pra longe, longe.. As ''casas'' na ''amarelinha'', foram as únicas coisas que me restaram. Pulava um dia na casa de uma amiga, outro dia na casa de outra.. Indo e vindo, por todo o tempo, e mesmo estando contente, assumo que senti falta do nosso ''pega-pega''. Tudo bem que eu nem sei brincar disso direito, pois é uma brincadeira pra quem tem mais anos de parquinho, mas eu queria muito que você tivesse me ensinado. ''Cansei de me balançar, quero mesmo é brincar na gangorra!''
Só que os ventos mudaram de sentido e levaram o sorveteiro que nunca mais passou daqui de casa, levando consigo o frio que me dava na barriga, ao ouvir cada música daquele carrinho feliz que falava sobre nós.
Hoje eu não sei mais do que brincar. Já tentei o ''Se não tem tu, vai tu mesmo'', tentei também aquele ''Agora eu tô solteira e ninguém vai me segurar", conhece? Nenhum deles tem algo a ver comigo, graças a Deus, mas eu cheguei a tentar, pouco, admito, mas tentei, pra ver se esquecia o sabor de tutty frutty que tinha nosso lance em forma de pirulito de coração.
Certo dia, vi você falando com uma guria no seu telefone de lata. Vi você levando ela pra passear no seu carrinho de sorvete com músicas que falam sobre nós. Vi você rindo e engasgando com seus amigos congelados e sua bebida fermentada, e por várias vezes, eu quis cortar o barbante entre vocês, pra amarrar o seu no meu outra vez. Quis colocar na rádio em que a guria toca e fazer você perceber que a sintonia dela é muito diferente da sua. Quis fazer tantas coisas, tudo pra você voltar, mas mesmo com tantas coisas em mente, nunca encontrei nada bom o suficiente que te daria motivos para isso.
Eu sei, amor não se implora, e não pense que eu estou lhe pedindo para que me ame. Mas eu quero que você saiba que o meu amor é verdadeiro. É o que cura, o que ajuda e o que faz rir. O que acalma, que protege e quer bem. Sendo eu ou não, deixo-te livre. Não vou mais esperar ansiosa pelo carrinho feliz vir me buscar e nem esperar você conectar seu barbante no meu telefone. Apenas deixo-te livre. Quem sabe uma hora você não desiste dessa ideia tonta de se manter afastado e vem brincar de ''pega-pega'' de novo? Se vier, prometo que vai adorar brincar comigo!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Querida Laura
''Querida Laura.''
Sim, é assim mesmo que eu quero começar esse texto. Estranho não? Estou sempre escrevendo sobre minhas desilusões, mas hoje, talvez somente hoje, senti vontade de escrever sobre você.
Depois de ficarmos algumas semanas separadas, hoje conseguimos pôr o papo em dia. Acho que te deixei até com dor de cabeça (risos), mas é porque você é uma das poucas pessoas que tem o privilégio ou a infelicidade (prefiro pensar que é um privilégio), de saber o que se passa na minha mente, de ser aquela que eu explico o motivo das minhas atitudes e que me aguenta sempre. Esse texto não é pra ser exatamente um texto longo, em que eu faço juras de amizade eterna, mas é um texto em que eu te digo apenas o que é verdadeiro.
Se eu pudesse, eu afastaria todas as dores do mundo só pra não te atingir; Seria a pessoa mais engraçada do mundo ,só pra te fazer sorrir; Retiraria todas as lixeiras presas em portões, só pra você não bater mais a cabeça. Mas infelizmente Laurinha, não posso fazer isso.. AINDA!
Olho você chorando às vezes, e isso me deixa triste, pois Laura, você é jovem ainda e precisa entender que muitas vezes o mundo vai te magoar e não há nada que se possa fazer para impedir, a não ser aceitar e esperar que o dia nasça outra vez, trazendo novas esperanças, novas pessoas, novas alegrias, e força para vencer!
Quero que você saiba, que eu te amo muito, muito mesmo, e que você é muito importante e especial na minha vida. Você é minha bebezinha, minha alegria, minha amiga, minha irmã, minha mãe.. Você sou eu, minhas decisões, minhas burradas.. E por favor.. Não sai da minha vida, ok? Eu sei que não posso pedir isso, mas posso cuidar para que você goste de ficar e nunca se vá. Por isso vou me esforçar, pra te ter pra sempre comigo.
Bem, era isso. Te amo, minha amiga.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
De novo sobre você
Todos os dias eu venho pensando em escrever algo e postar aqui, afinal, criei esse blog para poder compartilhar com vocês os acontecimentos da vid.. Mentira! Criei esse blog pra poupar meus amigos e suas vidas dos meus dramas inacabáveis, para desabafar, para poder dizer o que eu quiser, porque afinal, esse blog é meu.
Por mais que todos os meus textos sejam sempre sobre você, nesses últimos dias fiquei sem assunto algum, sem ter sobre o que falar ou sobre o que contar.. Não há mais histórias. Nada de legal aconteceu. Nós não assistimos filme juntos e nem comemos mais daquele crep.
Hoje, virando a esquina de casa, tropecei num velho tronco de madeira. Desastrada ao extremo, consegui me machucar feio. Cortei o pé e arranquei a tampa do dedão, engraçado como eu nunca olho por onde ando.. Deixei-o lá e segui meu caminho.
Me lembrei de você. De como você se parece com aquele tronco velho. Toda vez que eu tento seguir em frente, de alguma forma, eu acabo tropeçando em você, e me cortando e me machucando outra vez.. Mas eu nunca tiro você do caminho. Você está sempre lá, virando minha esquina, esperando eu melhorar e esquecer pra poder fazer eu tropeçar de novo e de novo e de novo.. E o pior é que eu não te tiro de lá! Se você continua sempre a me machucar, mesmo estando parado, sem fazer nada, só me machucando por ser essa tora dura, pesada e instransformável, por que raios eu não te tiro daí? Ou melhor.. DAQUI?
Você continua aqui, junto com as histórias que contamos e momentos que criamos; Junto também com o seu quase-amor que sentia por mim, e que era único e bom, mesmo sendo apenas um quase-amor, e o que nunca me deixa esquecer.
Um bom tempo se passou, mas na real, foi apenas 1 mês que consegui não falar com você, não te procurar em redes sociais e nem desejar te encontrar num barzinho qualquer. Hoje já faz 1 mês e alguns dias. Parei de contar quantos são, então digo apenas ''alguns dias''.
Finalmente estamos de férias! As tão esperadas férias que eu tanto aguardei, pra poder finalmente sentar e escrever em paz ou simplesmente dormir, sem ter que me preocupar com aulas, provas e pesadelos. Mas eu percebi que 1 mês de férias me livra de tudo isso e qualquer coisa, menos de você. Eu nunca tiro férias de você. E pra piorar, você mora na mesma cidade pachorrenta que eu, em que ir apenas ao conveniência comprar uma guaraná é perigoso. É perigoso porque eu nunca sei quem ou o que encontrar. Não sei qual personagem encarar. Se é o garoto carente por um pouco de amor ou o cara que desfila por aí esbanjando um sorriso petiz junto com seu maço de cigarro.
O tempo tem se mostrado fugaz e logo logo a começa tudo outra vez.. Só espero parar de tropeçar em você, pequeno e tênue tronco de madeira, porque é isso que você é, só isso.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Feliz dia dos namorados
(Escrito dia 12 de junho de 2012)
Dia feliz? Feliz pra quem?
''Felizes são os enamorados'', isso sim!
Hoje, a grande parte da população mundial está assim também, como você e eu, sozinhos.
É apenas uma data, apenas um ano, como todos que já passaram.. Pra que tanto drama?
Talvez seja exatamente por isso. Por ser mais um ano, mais uma data, mais uma pessoa perdida, mais sorrisos roubados, momentos roubados. Menos felicidade, menos momentos, menos amor.
Será que só eu consigo pensar sobre isso e achar tudo tão triste? Ou será que a minha carência por você canta tão alto, desafinado aos meus ouvidos, que me faz querer escrever esse texto?
Hoje eu consegui fazer uma coisa. Consegui não receber mensagens, ligações, bombons, presentes.. Consegui ficar sozinha, igual a todos os anos, a todas as datas, e também a cada aniversário. Sei que há um preconceito, mas saibam que a solidão é menosprezada.
Claro! É tão bom ficar sozinho em casa, assistir seu filme favorito, deitado nas grandes almofadas, sem ninguém incomodando. É legal poder cozinhar o que quiser e não ter que deixar tudo limpo apenas para causar uma boa impressão. É ótimo poder se esparramar em uma cama king size e se perder entre os lençóis sem ter alguém puxando seu cobertor numa noite fria.
Fala sério, eu sou feliz pra caramba!
Tenho vivido todos esses anos uma vida maravilhosa, solitária, em que eu pertenço a mim e faço o que quero, quando quero. Não é maravilhoso?
Não, não é.
Assistir um filme deitado nas grandes almofadas, sem você, não tem graça. Inventar várias combinações de miojo mas nunca saber o gosto do seu, me tira o apetite. Olhar o travesseiro de penas de ganso e lembrar daquela nossa guerra que não tivemos e que eu acabaria com você, você sabe que sim, me faz querer devolver as penas para aquele pobre patinho.
Você foi embora. Foi embora bem antes do que eu quis e foi pra bem longe, pra tão mais longe de onde eu esperaria que fosse. E eu sinto a sua falta. Sinto falta até do que não tivemos. Sinto falta do carinho, das risadas e sinto saudade de contar cada farol, pois a cada um, ganhava um beijo seu.
E passou dia, passou carro, passou provas, aniversário, passou tudo, menos a saudade de você. Mas é como dizem: ''se até a uva passa '' por que isso não passa?
Mas uma hora vai passar, eu sei que vai. Hoje é só mais um dia que se foi e que eu senti saudades, só isso.
sábado, 16 de junho de 2012
Amizades Escolhidas
Nenhum amigo me faz mal. Sabe como eu tenho certeza
disso? Porque só está ao meu lado quem eu quero que esteja, quem eu sei que
independente do que acontença, no final,
a amizade e o amor sempre prevalecerá;
Quem eu levo comigo aonde quer que eu vá , e sei que não há interesses e
nem falsidade, e sim irmandade! Quem não é meu amigo, não vive comigo, não está
perto de mim, e nem sabe nada sobre a minha vida, então, os que a vida permitiu
estar aqui, são sim meus melhores amigos. Independente de passado, corações
rasgados, palavras mal ditas, ou não ditas.. No final, tudo se ajeita, se
imenda e se costura e cabe só a mim escolher quem eu quero até o final dessa
história, da minha história, até o ponto final, e sabe de uma coisa? Estou
fazendo isso muito bem.
Gostei de você
Olá amor, como você está? Como tem passado? Tem se
alimentado? E seu trabalho?
Estressante? Espero que não esteja
faltando..
Todos os dias eu venho querendo escrever algo pra
você, que seja diferente, que faça diferença.
Todos os dias eu prometo fazer todas as minhas tarefas
e a não ficar mais triste.
Todos os dias eu prometo ser uma pessoa melhor, e
prometo te esquecer.
Todos os dias eu prometo tantas coisas, à mim, às
pessoas.. Mas não cumpro nem metade.
Então porque eu continuo prometendo? Acho que é porque
é o que eu deveria fazer. '' Estudar, ser uma médica renomada, com um futuro
brilhante, o ''Orgulho da Família ''.''
Mas é tão difícil concilar todas essas ações e
emoções.
Tanto porque também, eu tenho mil motivos pra não
gostar você. Você não é alto, não é forte, nem dono de uma beleza invejável. Só
quer saber de beber, abusa dos seus amados massos de cigarro, aqueles que não
sei ao certo do que são, pra poupar decepção.
Provavelmente também não será um gênio marcado na história por descobrir
a cura de um cancêr, e nem por pregar a palavra de Deus. Eu nunca enxerguei
você, pois pra mim é impossível encontrar alguém no meio de tanta bagunça. E
por não te querer, ironicamente, você me encontrou.
Olhava no espelho e repetia dezenas de vezes, de que
eu não gostava de você. Não gostava de você, não gostava de você. Pois, como eu
poderia gostar de alguém como você? Nunca nos olhamos, nunca se quer reparamos.
Mesmo assim, você insistia em arrancar um sorriso desse meu rosto calado e
triste e eu insistia em te usar apenas para curar outro sofrimento, ao invés de
reparar no que realmente estava acontecendo.
Foram tantas risadas, segredos, planos.. Tantas vezes
te recusei, menti, inventei desculpas só pra não assumir o que estava sentindo.
Tantas vezes deixei de te atender porque continuar dormindo dentro das minhas
mentiras era mais saudável do que acordar pra te amar, mais saudável do que
admitir estar em outra relação feita pra acabar.
Mas a verdade, é que em todas as vezes que você
parava, me olhava e sorria, eu tinha cada vez mais certeza de que eu estava
irrevogavelmente apaixonada por você.
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