Tanto que pensei em como começar esse texto, resolvi começar assim: falando sobre a dificuldade em como começar.
Tão difícil saber o que falar, em como começar falando sobre nós...
Quem está lendo isso, deve estar pensando: ''- Mas Caroline, sua louca, você sempre escreveu sem problema algum, o que tá pegando agora?''
O que tá pegando é que agora eu preciso mudar o jeito de escrever, preciso escrever sobre felicidade, sobre como é bom estar com ele, passando o 23º aniversário, andando com Fidel e Harley, assistindo filme sobre um segurança de shopping e passando um frio de 18º graus. Preciso escrever sobre isso e muito mais de um jeito fofo, que ele goste, usando aquelas metáforas e etc, mas como fazer isso quando se está doente e com bloqueio criativo? Como vou colocar tudo isso no texto?
Sinceramente estou ciente de que amanhã posso me arrepender de não ter apagado tudo e recomeçado, mas isso amanhã eu resolvo.
Sabe, eu até que gosto dele, mesmo quando ele me irrita só porque ''eu fico uma graça brava''. Quando me chama de gorda, banguela, chata, tonta, e todos os apelidos que a cabecinha maluca dele pode criar, e principalmente, quando me enche de cócegas. Mas em meio a tudo isso, com tantos motivos pra desgostar, o garotão aí tem um jeito de me fazer gostar, isso que mata, e não é gostar ''disso ou daquilo'', mas gostar desde as piores até as melhores coisas. Uma das coisas que eu gosto, como diz meu amigo Chico Buarque, é de quando ele '' esquece os olhos em cima dos meus'', da risada engasgada, da segurança que sinto quando me abraça. Ah se o mundo pudesse parar quando isso acontece...
Mas como colocar tudo isso no texto?
Escrevo uma linha, olho pra parede, duas e eu já quero apagar e começar de novo.
Bem, sejamos diretos. Tá sendo bom, não tá machucando e nem me deixando doente.
Mas sabe o que eu quero? Quero que ele me ajude a remar. Tá bom vai, eu sei que é difícil remar num barco que mal foi construído, que ainda está em fase de adaptação, mas olha, eu juro que se me ajudar a remar, fica fácil, fica bom, fica divertido, e fica com nós dois felizes. Será que ele topa?